sábado, 25 de abril de 2015

Ele não sabe mas é o rapaz perfeito para mim

Ele não sabe mas é tudo o que quero, é tudo aquilo que preciso.
Quero aqueles olhos castanhos, parecidos a tantos outros mas diferentes e únicos para mim, pousados nos meus. Quero as mãos dele quentinhas a segurar as minhas geladas. Quero estar juntinha a ele a ver Tv ou a ver um filme, na cama dele ou na minha com uma mantinha nos dias escuros e cinzentos.
Preciso do Amo-te dele, preciso das piadas, dos risos parvos, dos olhares mandões. Preciso do "Amo-te mais" seguido de "tretas". Preciso dos olhares que só nós entendemos, preciso de de o sentir, preciso de o ter perto de mim.
Ele não sabe mas é o rapaz certo para mim.
Ele diz que podia ter alguém melhor, mas não acredito.
Ele lutou por mim, não foram dias, nem meses, foram anos. Ele lutou pelo meu amor como nunca achei que fosse possível. Ele continua a amar-me até aos dias de hoje. E se alguém merece melhor, esse alguém devia ser ele.
Errou, uma vez, não vou dizer que não. E dessa que errou serviu para me magoar como nunca. Mas todos merecem um segunda oportunidade assim como ele me deu depois de eu lhe ter dado com os pés.
Estamos ambos a viver uma segunda oportunidade. É a nossa oportunidade para ser feliz, é o nosso conto de fadas mas sem fim.
Porquê que ele continua a dizer que não me merece? Não consigo compreender.
Somos tão perfeitos um para o outro.
Ele é único que pertence ao meu coração. Aquele em que penso em toda a hora, como um hábito não natural. É nele que penso ao acordar e nele ao adormecer.
Preciso dele, como nunca senti que precisei de ninguém.
Por mais que ele não se lembre, eu possuo o poder de escolha. O poder de escolher quem quero ao meu lado. E eu com todas as leras ESCOLHO-O A ELE. Como se fosse um pokemon que ele adora tanto. Ele sabe tudo sobre mim e eu espero saber tudo sobre ele.
Somos almas gemeas. Somos melhores amigos com uma pitada muito grande de amor.
Um amor maior do que pensar em nós próprios mas pensar no melhor para o outro.
Ele é tudo o que quero, tudo o que necessito, tudo o que escolho ter, o único, o amor da minha vida.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

21.02.2015

Falta algo. Sinto-me incompleta.
Tudo na minha vida parece estar as metades. E não sei como resolver isso..
Talvez não seja o faltar algo mas sim o facto de eu querer mais.
Não me basta esta vida de acordar para ir para escola, estar sentada numa sala durante 1 hora e meia e depois estar só 15 minutos no intervalo com os meus amigos e no final das aulas volto para casa e não faço nada.
Não gosto de rotinas, não gosto de estar fechada sem fazer nada. Quero mais.
Quero ter uma vida, quero ter a minha vida.
Acordar de manhã e ir trabalhar numa coisa que gosto, algo que me dá prazer em fazer. Chegar a casa e fazer limpezas e o jantar. Ir buscar os meus filhos à escola e esperar pela chegada do meu marido. Depois de jantar estar no sofá aconchegada com a pessoa que mais amo a ver televisão até começar a ficar com sono. No sábado combinar coisas com os meus amigos e continuar com os laços que temos nos dias de hoje, meter a conversa em dia enquanto os nossos filhos começam uma amizade parecida a nossa. O Domingo seria o dia da família em que escolheríamos um local para irmos passear, um dia para descontrair do stress de uma semana de trabalho.
Eu sei que a vida não é assim tão bonita, mas o que conta é tentar e fazer as coisas algo mais para nós, algo que merecemos...
Quero passar à fase seguinte. À fase em que começo a comprar coisas para a minha casa, em que começo a pensar em coisas pequenas mas que fazem toda a diferença.
Não quero só ter uma flor, ou um ramo, quero logo o jardim todo e quero cuidar dele para ser o mais maravilhoso.
No entanto ainda tenho muito que esperar pois ainda nem tenho os famosos 18 anos, mesmo estes estando aí ao virar da esquina

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Tenho de ser forte por ele.

Esconde as lágrimas.
Esconde a dor que sentes.
Esquece os teus problemas.
É isto que eu faço. Ponho de lado seja o que for que me está a fazer mal e ajudo os outros.
Neste momento os meus problemas não são nada.
Preciso de ser forte, por ele. Para ele não voltar a cair naquele tão meu conhecido abismo. Ele já lá esteve e eu vou fazer de tudo para que ele não volte para lá.
Vou sempre estender-lhe a mão, vou segurar o mundo dele com as minhas pequenas mãos para que nada lhe caia em cima, se for preciso vou ao inferno, ou até pior.
Sabem o pior? Ele tem razão, ele tem sempre razão.
A situação dele, traz-me memórias. Memórias que preferia terem ficado guardadas. Estes últimos dias têm sido meio que estranhos. Tento ser forte para ele. Quando estou sozinha as memórias caem-me pelos olhos.
No entanto eu gostava de fazer o esforço de ir com ele, por mais que me pudesse magoar, era um demónio que gostava de enfrentar.
O meu maior problema nesta situação é não querer que ele passe o mesmo que eu. Ver uma das pessoas com que mais me importo na vida a passar pelo mesmo que eu já passei, dá cabo de mim.
Acho que esse é o maior problema. Muito superior a reviver um trauma.
Eu queria poupá-lo a este sofrimento. Mas querer não é suficiente.
Outro problema é ele querer me proteger. Eu percebo-o a sério que sim, mas é uma decisão minha, se eu quero ir com ele e apoiá-lo por mais más memórias que me traga, eu prefiro fazê-lo a deixá-lo sozinho. Mas tenho de aceitar a decisão dele, só o faço porque o amo muito.
Uma coisa prometo, nunca o vou deixar sozinho.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O último dia que te vi...

Existem dias que não se esquecem e este de certeza que não se vai apagar da minha memória.
Tinha 8 anos...
Já não te via há mais de 1 mês, a minha melhor amiga, a minha irmã, verdadeira, única,
O meu maior desejo durante todo este tempo era que ficasses bem, como por um enorme milagre, e ver-te entrar pela porta de casa. Estavas de volta.
Mas isso nunca aconteceu...
Lembro-me bastante bem deste dia.
Fui com o meu avô, a alegria que possuía de te ir ver era imensa.
Conhecia aquele hospital como a palma da minha mão, era uma segunda casa, foram 3 anos intensos.
Corri pelos corredores que também conhecia, subi no elevador até ao 7º andar voltei a correr até ao teu quarto. O nosso avô ficou para trás e a voz dele gritando pelo meu nome foi-se desvanecendo...
Abri a porta que nos separava. E tive o maior choque da minha vida.
A alegria que tinha depressa de transformou em lágrimas de tristeza. A minha irmãzinha estava irreconhecível. A minha pequenina.
Sabia que estavas doente, sabia que estavas em fase terminal. Mas existe sempre aquela pequena esperança que tudo vai ficar bem, que tudo vai melhorar.
Já não vias como deve ser, já não falavas. Mas ouvias e ouviste eu a chamar por ti antes de entrar no quarto.
Reconheceste a minha voz. Mesmo já sem te conseguires mexer, levantas-te. Mesmo já sem conseguires falar, disseste "Raqué, vieste me ver!".
Queria-me abraçar a ti, mas não me deixaram. Queria te dar um beijinho, mas não me deixaram. Tudo porque o teu pequenino corpo, estava coberto por aquela malvada e horrível doença.
Foram poucos os minutos que estive naquele quarto. Fui obrigada a sair.
Não fui para casa da mesma maneira que vim.
Foi naquele dia que percebi que não iria haver solução. Que percebi que não ias voltar para casa. E por último percebi que nunca mais te iria voltar a ver.
Foi o último dia que ti e vai ficar marcado na minha memória até ao resto da minha vida.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Confesso...

Confesso que o amo.
Confesso que não imagino uma vida sem ser ao lado dele.
Confesso que ele roubou o meu coração.
Confesso que me sinto com ele como nunca me senti na vida!
Amo-o como nunca amei ninguém. De uma forma estranha de explicar. Um sentimento que eu nem sabia da sua existência, até o encontrar.
Confesso que foi estranho.
Confesso que tive medo.
Mas o amor conseguiu ser mais forte que qualquer medo que possa ter sentido.
Confesso que nunca pensei em o amar desta maneira.
Confesso que nunca pensei sequer que o poderia vir a amar.
Foi preciso só umas conversas e percebi que estava errada.
Confesso que percebi que o poderia amar um bocadinho tarde. Mas percebi.
Confesso que dou por mim, milhares de vezes por dia, a pensar no quanto sou feliz ao seu lado.
Confesso que não sei como acabar este texto.
Confesso que não o quero acabar com tantas confissões que tenho para fazer sobre ele.
Mas confesso, mais uma vez só para terem a certeza, que o amo como nunca amei ninguém.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Começo a ser ridícula.

Serei eu? Serão invenções da minha cabeça? Serão monstros? Medos?
Porque custa tanto?
Parece que nem 1 minuto consigo estar longe dele que apertam logo as saudades.
Quando ele fica algum tempo sem me dizer nada. Começo logo a pensar o pior. Que lhe foram meter veneno. Que ficou chateado comigo, mesmo sabendo que não fiz nada.
Começo a lembrar-me de coisas que não devia e que já passaram.
Mas...
Como sempre ouvi dizer, perdoamos mas não esquecemos. Não que eu tenha de perdoar, mas existem coisas que não consigo esquecer.
Mas porque raio fico assim? Cada vez que estou longe dele. Cada vez que não recebo uma mensagem dele rapidamente. Porquê?
Serei estúpida? Ridícula?
Tudo se resume ao medo de o perder.
Tenho medo de que quando eu não estou com ele, alguém possa estar, que alguém lhe possa estar a meter macaquinhos na cabeça, que se chateie comigo, que mude de ideias ao que sente por mim.
Não. Não tenho mais nenhuma palavra para me descrever sem ser ridícula.
Talvez exagere.
Mas o problema é que este medo atormenta-me tanto.
E sabem outra coisa? Magoa tanto.
Magoa que de um minuto para o outro deixe de ter uma resposta. Normalmente existe sempre uma razão para isso. Mas e o quanto dói enquanto não sei nada?
Gosto de pensar que isto é por gostar demasiado dele. Mais do que alguma vez pensei em gostar.
Mas sou ridícula. Sou ridícula em stressar tanto. Mas eu sei que uma das vezes em que estiver a stressar vai ser a vez em que tive razão para o fazer.
Talvez devesse preocupar-me menos. Como fazer isso quando se gosta assim de uma pessoa?
Quando começo a acreditar que era capaz de ir ao fim do mundo por ele?
Começo como sempre a desviar-me do assunto...
Talvez seja mesmo ridícula.
Mas é assim que sou, quer goste ou não.
Vou sempre viver preocupada com ele. Não posso fazer nada em relação a isso.
Vou sempre stressar.
O lado positivo talvez seja mesmo esse. Enquanto me preocupar com ele sei que não falta amor.
Sei que nunca o vou deixar de amar. E isso é o que mais me assusta. Se algum dia algo correr mal, como vai ser? O que vai ser de mim?
Sim. Posso concluir que sou ridícula.

sábado, 20 de setembro de 2014

Hoje chateei-me comigo.
Não falo. Guardo tudo dentro de mim.
Odeio este meu jeito de ser medroso.
Odiei não conseguir ter-me levantado e chegado à frente. Simplesmente para ler algo que escrevera.
Tão simples não é?
Mas não aguentei o medo e fugi, literalmente.
Não me vou perdoar tão depressa por tal estupidez.
Quero percorrer os meus sonhos, mas se não acredito em mim, como posso eu fazer isso?
Isto deveria ter sido como um incentivo para continuar a escrever. Para lutar.
Mas os medos continuam cá.
Mais horríveis que nunca. Não me deixam dormir.
Não posso mais com esta minha estupidez.