Serei eu? Serão invenções da minha cabeça? Serão monstros? Medos?
Porque custa tanto?
Parece que nem 1 minuto consigo estar longe dele que apertam logo as saudades.
Quando ele fica algum tempo sem me dizer nada. Começo logo a pensar o pior. Que lhe foram meter veneno. Que ficou chateado comigo, mesmo sabendo que não fiz nada.
Começo a lembrar-me de coisas que não devia e que já passaram.
Mas...
Como sempre ouvi dizer, perdoamos mas não esquecemos. Não que eu tenha de perdoar, mas existem coisas que não consigo esquecer.
Mas porque raio fico assim? Cada vez que estou longe dele. Cada vez que não recebo uma mensagem dele rapidamente. Porquê?
Serei estúpida? Ridícula?
Tudo se resume ao medo de o perder.
Tenho medo de que quando eu não estou com ele, alguém possa estar, que alguém lhe possa estar a meter macaquinhos na cabeça, que se chateie comigo, que mude de ideias ao que sente por mim.
Não. Não tenho mais nenhuma palavra para me descrever sem ser ridícula.
Talvez exagere.
Mas o problema é que este medo atormenta-me tanto.
E sabem outra coisa? Magoa tanto.
Magoa que de um minuto para o outro deixe de ter uma resposta. Normalmente existe sempre uma razão para isso. Mas e o quanto dói enquanto não sei nada?
Gosto de pensar que isto é por gostar demasiado dele. Mais do que alguma vez pensei em gostar.
Mas sou ridícula. Sou ridícula em stressar tanto. Mas eu sei que uma das vezes em que estiver a stressar vai ser a vez em que tive razão para o fazer.
Talvez devesse preocupar-me menos. Como fazer isso quando se gosta assim de uma pessoa?
Quando começo a acreditar que era capaz de ir ao fim do mundo por ele?
Começo como sempre a desviar-me do assunto...
Talvez seja mesmo ridícula.
Mas é assim que sou, quer goste ou não.
Vou sempre viver preocupada com ele. Não posso fazer nada em relação a isso.
Vou sempre stressar.
O lado positivo talvez seja mesmo esse. Enquanto me preocupar com ele sei que não falta amor.
Sei que nunca o vou deixar de amar. E isso é o que mais me assusta. Se algum dia algo correr mal, como vai ser? O que vai ser de mim?
Sim. Posso concluir que sou ridícula.
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