segunda-feira, 14 de abril de 2014

Mais um ano...

Passou mais um ano e já lá vão 83.
Conheço-o apenas há 17 anos, mas sei o bom homem que é.
Não é apenas meu avô, é um pai, um mestre, um ídolo, um amigo, um melhor amigo, um professor. Alguém que quero seguir as pegadas por tudo o que fez.
Não foi um simples homem, foi alguém mudou vidas e não apenas a minha.
Graças a ele ganhei a paixão que tenho pela música, porque desde pequena que ia com ele para os ensaios dos vários projectos que participava. Ganhei o gosto pelo que fazia, e continuo a fazê-lo porque gosto e como homenagem a ele.
Participou na banda da aldeia, como o seu pai já o tinha feito. E quando veio para Lisboa ligou-se à SFRA, onde ajudou que esta instituição crescesse, juntou-se à Banda da Sfra e foi um dos fundadores do Alborca, o grupo de música popular portuguesa. Uma das coisas que sempre me inspirou e sempre me fascinou foi o amor que depositava naquilo que fazia, um homem que não sabia tocar só um instrumento mas sim montes deles, possui um quase museu com instrumentos que ele próprio construiu.
Sei que se pudesse continuaria a tocar até morrer, mas por motivos deve de "desistir" da banda. Mas apesar disso, continua a tocar e segue o meu caminho neste percurso da música e inspira-me a continuar a não desistir.
Inspira-me mais pelo homem que é, pelas ideias, pelas filosofias, pelas histórias vividas.
Sei que posso aprender muito com ele e quero.
Mas tenho medo...
Tenho medo, pois à medida que o tempo vai passando, ele vai ficando cada vez mais velho e tenho medo de quando a altura chegar.
Sei que não vou aguentar, e não sei como vou conseguir lidar com isto.
Como gostava que houvessem pessoas eternas, e ele seria uma delas.

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